O FGC é uma proteção automática criada para garantir o seu dinheiro caso um banco ou financeira QUEBRE. Ele já salvou milhões de investidores no Brasil – e entender como funciona é parte essencial da educação financeira.
A proteção segue regras simples e importantes para sua segurança:
por CPF, por instituição financeira
Limite total: R$ 1 milhão a cada 4 anos
Isso significa que, se você possui vários produtos (CDB, LCI, poupança) no MESMO banco, tudo soma para o mesmo limite.
⚠️ ATENÇÃO - Diferença entre Banco e Instituição de Pagamento:
✅ TÊM FGC (são bancos):
Nubank, Inter, C6 Bank, Original, Neon (todos são bancos múltiplos autorizados pelo Banco Central)
❌ NÃO TÊM FGC (são instituições de pagamento):
Mercado Pago, PicPay (conta de pagamento), carteiras digitais sem licença bancária
💡 Como saber? Se a instituição oferece CDB, LCI ou LCA, ela é banco e tem FGC. Se oferece apenas conta digital e cartão, pode ser instituição de pagamento (sem FGC).
* FGCoop - Cooperativas têm proteção própria
Cooperativas de crédito não são cobertas pelo FGC, mas têm proteção equivalente via FGCoop (Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito), com limites similares: R$ 250 mil por CPF.
Se dois bancos fazem parte do mesmo grupo econômico (conglomerado), o FGC considera como UMA única instituição. ℹ️
💡 Na prática: Se você tem R$ 150 mil no BTG e R$ 150 mil no BTG+, apenas R$ 250 mil estão protegidos (não R$ 300 mil).
DPGE (Depósito a Prazo com Garantia Especial) é um tipo de investimento criado especificamente para ter proteção FGC maior.
💡 Quando vale a pena? Se você tem valores muito altos (acima de R$ 1 milhão) e quer proteção FGC, o DPGE pode fazer sentido como complemento à estratégia de diversificação entre bancos.
1. Acesse o site oficial: www.fgc.org.br/associados
2. Procure o nome da instituição na lista de associados
3. Se estiver na lista = tem FGC ✅
⚠️ Dica importante: Sempre verifique ANTES de investir. Se o banco não estiver na lista do FGC, só invista se tiver certeza absoluta da solidez da instituição (e mesmo assim, com cautela).
30 a 60 dias é o prazo mais comum para ressarcimento
No caso do Banco Master (2023), a maioria dos clientes foi ressarcida em menos de 45 dias.
Até 3 meses após a liquidação
Prorrogável por mais 3 meses em casos excepcionais.
💡 O que fazer? Fique atento aos canais oficiais do FGC. Eles entrarão em contato e você precisará apresentar documentos para comprovar o saldo.
Em 18 de novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, após identificar irregularidades na emissão de títulos. Este é o maior acionamento do FGC já registrado.
Valor estimado sob garantia do FGC
Aproximadamente 1,6 milhão de credores envolvidos
Como o FGC está atuando:
📱 O que o investidor deve fazer:
💡 Moral da história: O FGC está operando em tempo real e cumprindo sua função de proteger o pequeno e médio investidor. A lição prática é clara: respeitar o limite de R$ 250 mil por instituição é essencial para evitar perdas em situações de liquidação.
| Instituição | Tipo | FGC? |
|---|---|---|
| Nubank, Inter, C6 | Banco Múltiplo | ✅ SIM |
| Itaú, Bradesco, Santander | Banco Comercial | ✅ SIM |
| Mercado Pago, PicPay | Inst. Pagamento | ❌ NÃO |
| Sicoob, Sicredi | Cooperativa | ⚠️ FGCoop |
| Tesouro Direto | Governo Federal | ✅ Melhor que FGC* |
* Tesouro Direto não precisa de FGC porque é garantido pelo Governo Federal (risco zero de calote, só hiperinflação)
⚠️ Atenção: Corretoras NÃO têm FGC!
XP, Rico, Clear, BTG Digital, Inter Invest são corretoras de valores, não bancos. Por isso, não são cobertas pelo FGC diretamente.
✅ MAS você está protegido de outras formas:
1. Investimentos em Renda Variável (ações, FIIs, ETFs):
2. Fundos de Investimento:
3. Tesouro Direto:
4. Renda Fixa Privada (CDB, LCI, LCA, LC):
Se a corretora quebrar: Seus investimentos estão seguros porque ficam custodiados em instituições separadas (B3, Selic, administradoras).
Se o banco emissor quebrar: O FGC cobre seus CDBs, LCIs, LCAs até R$ 250 mil por banco.
| Situação | Proteção | Quem garante? |
|---|---|---|
| Corretora quebra (XP, Rico, Clear) |
✅ Seus ativos continuam em seu nome | Custódia segregada na B3/Selic |
| Banco emissor do CDB quebra | ✅ Até R$ 250 mil por CPF/instituição | FGC |
| Ações/FIIs via corretora | ✅ Registrados em seu nome ⚠️ MRP em casos específicos* |
B3 (custódia) + MRP (fraude/má execução) |
| Tesouro Direto via corretora | ✅ Custodiado no Selic | Governo Federal |
* MRP (Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos): Ressarce prejuízos causados por fraude, não repasse de recursos ou má execução de ordens. Sujeito a regras e limites específicos da B3.
💡 Resumo INVLAB: Corretoras não têm FGC, mas isso não significa que você fica sem proteção. O FGC protege produtos bancários (CDB, LCI, LCA). A B3 protege o registro dos seus ativos (ações, FIIs, ETFs) através da custódia segregada. Em casos específicos de fraude ou má execução, o MRP pode ressarcir parte do prejuízo.
⚠️ NÃO totalmente. O limite de R$ 250 mil é por CPF, por banco, somando TODOS os produtos. No seu caso: R$ 200k + R$ 100k = R$ 300k. Apenas R$ 250 mil estariam protegidos, os outros R$ 50 mil ficariam descobertos.
✅ SIM! Você pode ter R$ 250 mil no Itaú, R$ 250 mil no Bradesco, R$ 250 mil no Nubank... cada um é protegido separadamente. Porém, há um limite global de R$ 1 milhão a cada 4 anos.
⚠️ Você recebe R$ 250 mil do FGC e perde os outros R$ 250 mil (ou entra na fila de credores da massa falida, o que pode levar anos e render muito pouco).
⚠️ A corretora em si NÃO tem FGC, mas seus investimentos estão protegidos:
• CDB, LCI, LCA: ✅ TÊM FGC do banco emissor (não da corretora)
• Ações, FIIs: Registrados na B3 em seu nome + MRP para casos de fraude/má execução
• Fundos: CNPJ próprio, separado da corretora
• Tesouro Direto: Custodiado no Selic (Governo)
• Dinheiro parado na conta: ❌ NÃO tem proteção (transfira para CDB ou Tesouro)
💡 Conclusão: Se a corretora quebrar, você NÃO perde seus investimentos (apenas transfere para outra). Se o banco emissor do CDB quebrar, o FGC te paga.
✅ Sim!
Bancos pequenos costumam pagar juros mais altos justamente para atrair investidores — e, dentro do limite de R$ 250 mil por CPF, você está protegido pelo FGC.
⚠️ Dica INVLAB:
Rentabilidades muito fora da curva geralmente sinalizam risco elevado. Aproveite os juros melhores dos bancos menores, mas sempre com bom senso e dentro do limite de R$ 250 mil.
💡 Regra de ouro: O FGC é proteção, não autorização para agir sem critério. Se a taxa está "boa demais para ser verdade", pode ser sinal de dificuldade de captação ou risco maior.
🔍 Consulte o site do Banco Central ou do próprio FGC. Exemplos: BTG + BTG+, Itaú + Itaucard, Bradesco + Finasa. Se você não tiver certeza, trate como conglomerado (limite compartilhado).
✅ Sim, é muito seguro!
O DPGE (Depósito a Prazo com Garantia Especial) tem proteção FGC de até R$ 40 milhões por CPF (muito mais que os R$ 250 mil dos outros investimentos).
💎 Características do DPGE:
💡 Quando vale a pena? Se você tem valores muito altos (acima de R$ 1 milhão) e quer proteção FGC estendida, o DPGE pode fazer sentido como parte da estratégia de diversificação.
❌ NÃO. O FGC cobre apenas depósitos e investimentos em reais (R$).
Se você tem uma conta em dólar no Brasil (oferecida por alguns bancos) e a instituição quebrar, não há proteção FGC para essa moeda estrangeira.
💡 Alternativa: Para proteger valores em dólar, prefira investimentos diretamente no exterior ou em instituições de altíssima solidez (mas sempre com o risco cambial e político em mente).
❌ NÃO.
Criptomoedas (Bitcoin, Ethereum, stablecoins, etc.) não fazem parte do sistema bancário regulado e, portanto, não têm proteção FGC.
⚠️ Risco Total:
Se a exchange quebrar, você pode perder TUDO. Não há fundo garantidor, não há Banco Central para intervir, não há processo de liquidação extrajudicial com ressarcimento.
💡 Proteção Mínima:
Para reduzir risco, transfira suas criptos para uma carteira própria (cold wallet) onde só você controla as chaves privadas. Mas lembre-se: mesmo assim, não há proteção contra hacks, perda de senha ou volatilidade extrema.
🔐 Regra de ouro: "Not your keys, not your coins" — se você deixa suas criptos na exchange, está assumindo risco total de quebra da plataforma (e não é pequeno: Mt. Gox, FTX, Celsius são exemplos reais de bilhões perdidos).